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sexta-feira, 17 de junho de 2011

#postfriend: Maybe I'm amazed

O Ed escreveu esse post pra lembrar o aniversário do monstro Paul McCartney. Pediu pra eu editar, mas não consigo...
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Maybe I'm Amazed por Edgar Poletti

É impossível escrever pouco sobre Paul McCartney...

O homem que faz 69 (ui) anos amanhã é, só, o músico vivo mais importante do mundo.
Após entrar na banda de John Lennon (na época chamada de “The Quarrymen”), formou, com ele, a maior parceria musical da história. Parceria que durou até 1970, com o fim dos Beatles.

Pra mim, Macca sempre foi, além de extraordinário músico, muito ambicioso. Tanto que, após a morte de Brian Epstein (empresário que levou os Beatles ao estrelato), foi ele quem “assumiu” o controle da banda – ajudado, também, pela ausência de Lennon, mais preocupado em se drogar do que em outras coisas...

A partir da gravação do White Album o grupo começou a rachar, as brigas e as diferenças se intensificaram e todos, em algum momento, ameaçaram ou de fato saíram dos Beatles, EXCETO McCartney. O fim definitivo foi decidido por Lennon, mas todos concordaram em adiar o anúncio do término, e o conseqüente lançamento dos álbuns solos de cada um (que já estavam praticamente prontos), para depois do lançamento de Let it Be, evitando assim que suas vendas fossem prejudicadas.

Até Macca, o que NÃO queria que a banda acabasse, enviar a jornalistas, junto com a cópia do seu primeiro álbum solo (chamado McCartney), um Q&A na qual ele anunciava o fim dos Beatles.

Não adiantou a banda ter enviado o Ringo à sua casa para convencê-lo a não lançar seu álbum junto com Let it Be. Ele fez do seu jeito, um pouco por raiva, um pouco por vingança, e, pra mim, muito por ambição.

McCartney, o disco, foi feito com Paul tocando todos os instrumentos, e conta só com a pequena ajuda da Linda num ou outro backing vocal. Mas se sua contribuição musical foi pequena, seu apoio moral ao marido num dos piores momentos pessoais vividos pelo gênio foi fundamental. Tanto que a música que fecha o disco, Maybe I’m Amazed, foi dedicada a ela.

Reparem na letra: é o agradecimento explícito de Paul à Linda. Ao contrário da maioria de suas músicas, nesta a letra é mais importante do que a melodia, o que traz um apelo extra. E como diz o Toxinha, Maybe I’m Amazed representa bem a ponte entre o jovem ex-Beatle e o músico adulto.

Parabéns, Macca. E obrigado.





terça-feira, 24 de maio de 2011

Bob Dylan: 70 anos

Posso ficar falando do cara e suas músicas aqui durante horas. Mas não vou...
Sem muito blá blá blá ou mimimi (rs) algo único a dizer: "o cara é foda" (ponto).

Então vamos ouvir um som dele. Como é difícil escolher um, fico com a sugestão do nosso grande amigo edgar poletti (que está namorando e não comentou nada rs).



*me arrependo demais de não ter ido ao show aqui em SP (burro.)
*(2) algum vizinho aqui ao lado do trabalho arranhando um gaita nesse exato momento (homenagem imagino)




sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

PostFriend! O primeiro

Esse post foi encomendado por mim ao nosso amigo e colaborador Ed. Não tínhamos nada sobre Beatles ainda no blog e ninguém melhor que ele para fazer a estréia.

Existe a idéia de criarmos um dia da semana para posts de amigos, como sugestão acho que sexta-feira seria um excelente dia. O que vcs acham? Que dia da semana gostariam de ver seus posts aqui no #repeatmode? Aguardo comentários para definirmos o melhor dia.

Bom, tá aí o primeiro. Valeu Ed pela colaboração. O post está muito bom, recomendo que todos parem e leiam com atenção.

Boa sexta e boa cerveja no final do dia.

The Beatles - The Night Before by Edgar Poletti edtoday.wordpress.com

Como definir os Beatles em uma música?

Pra mim, Beatlemaníaco, é simplesmente impossível.

Então, pra começar (e já me coloco à disposição do #repeatmode pra outros posts deste tipo), aqui vai uma deles que anda no meu set list.

Entre as fases pelas quais a banda passou, talvez a mais significativa tenha sido a transição do “yeah yeah yeah” para um rock experimental, psicodélico, melódico e existencial, na qual os integrantes passaram a explorar mais os recursos disponíveis em estúdio e deixaram de gravar suas músicas do jeito que as tocariam ao vivo.

Nessa transição, de “A Hard Day’s Night” para “Rubber Soul”, há um álbum que fica no meio do caminho chamado “Help!”. Nele há músicas tanto da primeira quanto da segunda fase, e somente por isso o álbum tem seu charme.

Nesse turbilhão de mudanças, com a capacidade criativa dos Beatles a todo pulmão, surgiram pérolas como "The Night Before", música que, segundo a "Rolling Stone", levaria qualquer banda ao estrelato. Para os “Fab 4”, no entanto, acabou sendo apenas mais uma música pra completar álbum.

Os Beatles estavam lançando mais sucessos do que o mercado podia absorver.